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Existem basicamente cinco fases no casamento:

Fase do encantamento

Quando está enamorado do outro.
É quando o casal se sente plenamente realizado e absolutamente preenchido pelo outro. Nesta fase o amor é cego. Há uma nutrição constante do vínculo. A sensação é de completude e totalidade.

Fase do desencantamento, desidealização
É a fase da confrontação das expectativas irreais do casamento. É quando começamos a ver as diferenças entre as imagens que construímos do outro e os seus lados sombrios no cotidiano.
Na fase da conquista, da sedução, a gente só mostra o lado ensolarado de nossa personalidade. As sombras, as fraquezas, as feridas emocionais, os medos ficam escondidos, mas sempre chega o momento em que as coisas que estavam debaixo do tapete aparecem à luz do dia.
É nesta fase que muitas pessoas se desesperam na tentativa de mudar o outro, a fim de que ele corresponda à imagem idealizada.
Você não aceita como ele é e neste momento as pessoas são capazes de qualquer coisa: sufocam, oprimem, chantageiam, ameaçam, castigam-se mutuamente.

Fase do “crescei e multiplicai-vos”

Quando a mulher se dedica aos filhos pequenos e o homem está se afirmando profissionalmente, consolidando sua carreira.
É a fase onde há o perigo de perder o parceiro de vista dentro do casamento.
O homem mergulha no trabalho e a mulher é engolida pelo cuidado com a casa e as crianças e, muitas vezes, também com sua própria definição profissional. Essa tensão drena todas as energias do casal.
É uma época onde os dois engavetam frustrações, mágoas e raivas do passado. Se o casal nesta fase, não buscar em Deus saída, com certeza o fim será o aprofundamento de emoções negativas que já estavam emergindo no fim da fase de encantamento.
Sendo assim, o relacionamento pode estagnar, encalhar e virar uma prisão insuportável.
Os momentos de desencantamento são muito dolorosos porque envolvem doses inevitáveis de frigidez emocional. Essa é a hora de buscar ajuda externa.

Fase do questionamento e redefinições
É a fase onde os parceiros questionam o vínculo, fazem um balanço da ligação.
Aqui está a grande oportunidade de o casal se libertar dos ressentimentos e frustrações em relação ao cônjuge. Para alcançar essas mudanças implica enfrentar um processo trabalhoso que pode, em compensação, dar lugar a vitória de Deus na relação, ternura, cuidado com o outro e à identificação.
Quando não há esforço e interesse em mudar a situação, o resultado final é o divórcio emocional ou a convivência amarga em um casamento morto.

Fase de reintegração

Quando os filhos já estão adultos e o casal pode se redescobrir e se reaproximar.
Quando os dois, marido e mulher, conscientes do que significa “casamento”, conseguem superar as fases difíceis e seguir juntos, pode-se chegar a um momento de integração.
Podemos dizer que os dois atingiram o equilíbrio entre a individualidade e a intimidade.
Não existe mais disputa sobre o quanto é meu, quanto é seu e quanto é nosso, o que há é companheirismo, compromisso de amizade e comunhão.
É claro que as fase não são rígidas, com tempos definidos e sequências predeterminadas, com uma necessariamente seguindo a outra. Mas são momentos que todos os relacionamentos atravessam, com maior ou menor intensidade. Eu chamaria essas fases de estações (embora no desenvolvimento do texto haja 5 fases, podem se resumir a 4 fases): primavera, verão, outono e inverno.

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