em Formação

Pouca coisa nos dizem os Evangelhos sobre MATEUS.
MATEUS, provavelmente é abreviação de MATATIAS ( hebraico: presente de Javé)
Era um cobrador de Impostos. Uma profissão nada recomendável para um judeu – por ser um cobrador e impostos – era considerado “amigos dos Romanos e marginalizado em seu povo”.
Em Mt. 9, 9-13 – Foi chamado por Jesus. É também tido como LEVI (Lucas 2,27) – abandonou tudo e começou a fazer parte dos doze Apóstolos.
Em Mt 1, 1-4 – humildemente quando enumera os doze, diz referindo-se a si mesmo: “…Tomé e Mateus, o publicano”
Em Mt 9, 9-10 – Em regozijo pela sua vocação, oferece um banquete a Jesus, reunindo companheiros da mesma profissão – “publicanos e pecadores”.
MATEUS não surge como Apóstolo privilegiado no seguimento de Jesus – Estava onde se encontrava os doze.
Assimilou todos os ensinamentos da vida e dos das exortações de Jesus – pois veio a escrever o 1o dos quatro Evangelhos.
Após a Ascensão do Senhor – e a vinda do Espírito Santo (Pentecostes) MATEUS teria (segundo fontes) se dedicado ao apostolado entre os judeus, evangelizado na Arábia, a Etiópia e a Pérsia, onde morreu martirizado como os demais Apóstolos.
O EVANGELHO DE MATEUS
O mais antigo testemunho sobre MATEUS como evangelizador – como inspirado narrador da paixão e morte e ressurreição do Senhor – encontra-se em PAPIAS – 90 a 165 – (Bispo de Hierápolis na Frigia) – datado do ano de 130.
Fala-se que “MATEUS fez uma coleção e pôs em ordem as LOGIAS (palavras) na língua hebraica e cada um traduziu-as conforme podia.”
LOGIA não se deverá entender apenas palavras mas também fatos da vida de Cristo.
Por PAPIAS se sabe, portanto, que MATEUS escreveu em hebraico – ou melhor em aramaico – ( já que o hebraico cairá em desuso no século VI a.C ) – um dialeto hebraico falado por Jesus e por ele mesmo.
O original aramaico não se conservou – Perdeu-se como quase todos os escritos em PAPIROS -( Junco cortado em tiras)
Só foi possível ultrapassar os séculos, quando as novas edições foram traduzidas para o grego e para o latim – como a Vulgata – (tradução latina -feita no século IV e que foi declarada a versão oficial da Igreja Católica no Concílio de Trento no século XVI) – eram escritas em pergaminho ou pele de carneiro – matéria prima mais durável
No caso de Evangelho de MATEUS temos apenas as traduções em grego, anteriores às traduções latinas de São Jerônimo – no século IV.
Vê-se então que MATEUS escreveu no próprio país de Jesus, tendo em vista os leitores cristãos convertidos do judaísmo.
S. Irineu (ano 200 aproximadamente) também escreveu como testemunha que: “MATEUS compôs o Evangelho para os hebreus na sua língua, enquanto Pedro e Paulo em Roma pregavam o Evangelho e fundavam a Igreja” Outros testemunhos poderiam ser citados.
Neste primeiro Evangelho encontramos os indícios da personalidade de seu autor.
Verificar as leituras : Mc 3, 16 -19 / Lc 6, 14-16 e Mt 10,2-4 – Verificamos aqui que em Marcos e em Lucas o nome de MATEUS vem antes de Tomé, mas em Mateus vem depois de Tomé – Nota – se também que somente em MATEUS o Apostolo é mencionado como “cobrador de impostos” ou “publicano” o que era pouco honroso para um judeu. Mateus mesmo se trata desta maneira.
Em Mateus 22, 19 – ao narrar a disputa de Jesus com os fariseus sobre o tributo a ser pago a César – MATEUS usa termos técnicos em grego que Marcos e Lucas não utilizam.
Concluímos que se havia no grupo dos Apóstolos um homem – e um só – habituado a arte de escrever, calcular e dispor dados, tenha sido este indicado – pelos outros apóstolos – a redigir um resumo da catequese pregada pelos apóstolos.( MATEUS) Outros estavam acostumados `a pesca, tinham as mãos mais acostumadas à redes, aos remos e ao barco do que ao estilete e ao pergaminho.
MATEUS supõe que seus leitores conheçam exatamente a língua aramaica, os costumes judeus e a geografia da Palestina, pois quando escreve sobre estes assuntos não acrescenta qualquer explicação

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