em Formação

As culturas antigas costumavam ter religiões politeístas, onde haviam vários deuses criados pelo próprio homem e cultuados para se justificar uma filosofia qualquer.
Concebia-se uma ideia como, por exemplo, sacrificar as criancinhas, depois moldava e materializava essa ideia em uma representação artística como esculturas, gravuras, arquiteturas etc. e por fim passava-se à execução daquela ideia, em nosso caso, sacrificava as crianças em nome do deus concebido para dar forma ao pensamento desejado pelo povo.
Ou seja, era uma forma de satisfazer o egocentrismo do ser humano sem sentir culpa e sem ter necessidade de arrependimento e mudança de pensamento e atitude. Assim eram e sempre serão as religiões, sejam elas antigas, modernas ou futuras…
Mas o fato é que o caminho de Jesus não é uma religião, porque não é uma ideia concebida para agradar o ego do ser humano, mas sim para transformá-lo pelo amor e por amor.
Ao invés de satisfazermos a nós mesmos, Jesus nos convida a fazer as coisas pelo próximo. Isso significa que em Jesus não servimos a nós mesmos nem as nossas ideologias, mas a ideologia do Reino, isto é, a prática do amor verdadeiro, sem interesses.
O mundo atual se diz livre dos zilhões de deuses pagãos de antigamente (com exceção da índia e seu hinduísmo, onde predominam mais de 15 mil divindades). A cultura capitalista se vê cada vez mais longe das religiões devido aos grandes avanços tecnológicos e os alegados “progressos” científicos. Assim, alega-se que o ser humano em breve estará totalmente livre dos deuses e das religiões… Quanta cegueira e autoengano…
A verdade é que os deuses antigos ressurgiram e talvez com mais força do que antigamente. Já não estão em estátuas ou pictogramas, mas na ideologia social, o que significa que mesmo aqueles que se declaram ateus e sem religião estão sujeitos a eles.
O mundo não percebe, mas os deuses estão vagando pela terra nesse exato momento, propagados pela mídia e pela globalização.
Os mesmos deuses das civilizações que chamamos de “primitivas” e “ignorantes” retornaram do além, das fronteiras da história.
Sim, os mesmos que exigiam sacrifícios de crianças, libações e prostituição cultual estão entre nós, uma civilização teoricamente mais civilizada, mais avançada…
Os ateus e neodarwinistas dizem: não precisamos de deuses! Mas estão cegos, não enxergam que eles mesmos os adoram.
Quem são esses deuses afinal?
O nome deles variavam de cultura a cultura, mas em essência eram todos a mesma coisa: uma ideologia concretizada e materializada em uma religião.
Agora não precisamos mais de materializá-los em estátuas, basta que passamos sua filosofia
para frente e o mundo se curvará diante deles.
ESTAMOS FALANDO DE Baal, Mamom e Astarote, a trindade infernal que hoje impera nos círculos sociais e até mesmo nas chamadas igrejas… Os três representam ontem, hoje e sempre tudo aquilo que a humanidade decaída sempre quis: poder, dinheiro e deturpação do sexo.
BAAL
Baal certamente é um dos deuses mais antigos e o mais adorado em quase todas as culturas antigas. Baal geralmente era o deus supremo, adorado pelos sumérios, babilônios, fenícios, filisteus e tantas outras civilizações antigas, com este nome ou outro. Mas o interessante é que a palavra Baal significa “senhor”. Isso designa um posto de autoridade e Baal era de fato o deus superior do panteão segundo as tradições. Assim, Baal está intimamente ligado ao Poder.
Ter poder sobre o próximo sempre foi um grande sonho do homem, e Baal estava lá para legitimar esse desejo. Baal representava o poder absoluto dos imperadores e dos governantes.
Os sacrifícios a Baal eram geralmente crianças e recém-nascidos, o que ocasionava mais poder ao Baal, isso é, ao Estado. Afinal, poder-se-ia facilmente fazer controle de natalidade exigindo sacrifícios a esse deus, e com isso aumenta o poder dos governantes.
A sede de poder sempre esteve presente na história humana, mas numa civilização que se gaba de ser mais avançada (embora particularmente no Brasil até o final do séc. XIX ainda havia escravidão…) tal ganância deveria ter dado lugar a um ideal de igualdade total em amor.
Mas não há isso, pelo contrário, por mais que os evolucionistas dizem que evoluímos, na verdade não evoluímos nada. O espírito de Baal continua forte em nossas políticas corrompidas, em nossas clínicas de aborto (sempre com o nome pomposo de “Planejamento Familiar”) em nossas injustiças, enfim, o deus mais adorado hoje continua sendo Baal.
Baal também entrou nas igrejas. São pastores que querem mandar em todos os aspectos da vida de suas ovelhas e os escalões de poder numa hierarquia que não deveria existir.
E claro, há também as constantes brigas dentro da família pra ver quem manda em quem. Isso tudo atende a um único nome: Baal. Mas o espírito do verdadeiro seguidor de Cristo deve ficar longe disso. Ao contrário da pregação dos modernos baalins, Jesus nos convida a descer de nosso posto e caminhar com nosso próximo de igual pra igual. O poder pertence somente a Jesus e a mais ninguém.
MAMOM
Quem acha que está livre de religião e não adora a nenhum deus mas tem grande apreço pelo capitalismo e o consumismo deve pensar duas vezes antes de sair se declarando ateu.
Mamom é uma palavra hebraica para tudo que personifica dinheiro.
O capitalismo moderno (que é derivado do calvinismo, segundo Max Weber) define que para ser feliz é preciso comprar, vender e ter dinheiro e em quantidades cada vez maiores.
Nunca na história da humanidade correu tanto dinheiro como corre hoje em nossos comércios, bancos e bolsas de valores. Isso implica que a idolatria a Mamom em nossos dias é mais forte do que nunca…
Porém, a filosofia de Mamom não se resume ao dinheiro, este é apenas um objeto canalizador da verdadeira natureza do deus Mamom: o egocentrismo.
Diz um ditado popular que dinheiro é poder. Assim, Mamom é Baal. Logo, Mamom e Baal são a mesma coisa, a diferença é que Mamom é a segunda pessoa da Trindade…
De fato, não é novidade pra ninguém que dinheiro e poder caminham juntos. Quanto mais dinheiro, mais poder e vice-versa. E ambos são alimentados pelo ego A sociedade moderna nos quer convencer que dinheiro é felicidade ao mesmo tempo em que dinheiro é o que movimenta toda a maldade humana… quanta incoerência! Com dinheiro se compra vidas, se vende vidas, se troca vidas.
É pelo dinheiro que o tráfico de todos os tipos se movimenta, é por dinheiro que muitos casamentos vão por água abaixo, é por dinheiro que os políticos se corrompem, é por dinheiro ou pela falta dele que milhões de pessoas passam fome, é por dinheiro que se fazem guerras, enfim, desde que o homem (ou o diabo mesmo) inventou essa praga chamada dinheiro (um conceito que se olharmos bem profundamente não tem razão de existir) o mundo tem se tornado cada dia pior. Dinheiro tem sido um estigma terrível para a sociedade, no entanto o sistema atual é o sistema mais dependente de dinheiro da história.
Novamente, até nas igrejas Mamom está. A Teologia da Prosperidade alimenta o ego dos pastores e sua ambição por dinheiro fácil, enquanto alimenta o mesmo desejo das ovelhas. Mamom tem se disfarçado de Jesus e enganado milhões de pessoas que estão em busca de receber algo de Deus, mas não estão dispostas a obedecê-lo.
Nunca uma civilização se ajoelhou tanto diante de Mamom como se ajoelha nossa sociedade moderna. E por quê? Porque nossa cultura globalizada se baseia no imediatismo do “eu” e do “meu”.
A globalização e a grande oferta financeira fizeram com que as pessoas olhassem para si mesmas, a ficarem cada vez mais egocêntricas. Este é o poder escravizante de Mamom, fechar as pessoas em si mesmas.
Baal e Mamom se unem para criar uma estrutura escravocrata onde os próprios escravos se escraviza
ASTAROTE
Desde que a agricultura foi inventada, o ser humano adora a um tipo de divindade chamada de Deusa-Mãe.
Isso porque para os povos que viviam da agricultura, a terra era comparada à mulher, no sentido da colheita (filhos) e períodos férteis (ciclo menstrual) o que gerou uma adoração a terra, que se transformou em uma divindade, a Mãe-Terra, também chamada nos mitos de Gea ou Gaia.
As deusas-mãe foram sempre associadas à fertilidade e ao sexo.
Das deusas-mãe mais conhecidas, Astarote é a que mais se destaca, por sua flexibilidade e facilidade de se adaptar aos diferentes ambientes culturais onde ela é adorada. Astarote é uma das concepções de divindades mais antigas do homem, tendo passado por diversas civilizações e com nomes diferentes: Astarte, Ishtar, Ísis, Afrodite, Vênus… eram todas a mesma deusa.
A filosofia por trás de Astarote é simples: justificar a prostituição, orgias, homossexualismo, lesbianismo, fornicação e toda sorte de coisas impuras relacionadas ao sexo.
Vejamos que sexo não é o problema em si, mas a idolatria ao sexo era o problema. Então precisava-se de uma divindade que apoiasse os atos sexuais ilícitos afim de agradar ao ser humano. Se uma pessoa casada desejasse fazer sexo com outra pessoa, bastava dizer que iria fazer um sacrifício para Astarote e então estaria tudo resolvido, posto que uma das formas de adoração à deusa era a hierodolia, isto é, a prostituição cultual.
Muitas vezes nessas sociedades, as meninas eram submetidas à prostituição como forma de integração social, haviam festas orgiárquicas (como as saturnálias e os bacanais da Roma Antiga) e tantas outras.
Sodoma, Gomorra, Babilônia, Grécia, Roma, Brasil, Holanda, Estados Unidos são um dos exemplos de culturas que são ou que foram submetidas ao domínio da impureza e da idolatria sexual.
Os dias atuais tem sido dias de glória para a deusa do sexo.Aliás, a palavra mais pesquisada na internet, a mais comentada nas mídias de massa como televisão, revistas e jornais, a conversa que mais encanta os jovens de hoje é justamente essa: sexo. Temos sexo na televisão e nos filmes, sexo na internet, sexo nas ruas, nas praças, nas escolas… Nunca se falou tanto de sexo como se fala hoje!
Problemas como prostituição, pornografia, pedofilia, estupro, incesto, homossexualismo e atentados sexuais são todos manifestações do poder de Astarote. E Astarote assim como Mamom e Baal, é alimentada pelo ego humano. Como antigamente, Astarote nunca aparece sem Baal ao seu lado.
O governo sempre teve interesse em governar até mesmo a área sexual de seus cidadãos, e hoje vemos justamente isso.
Com o incentivo descarado da mídia, o Estado tem modificado a sexualidade das pessoas, tornando-as promíscuas e hedonistas.
Isso tudo faz parte de um projeto inacreditável de controle populacional.
Incentiva-se desde cedo o sexo casual com qualquer pessoa (de preferência do mesmo sexo, pois assim não terá perigo de gerar filhos), então passa-se a oferecer serviços de “saúde reprodutiva” para abortar os indesejados, e assim cresce ao mesmo tempo a promiscuidade, o vício sexual e as doenças sexualmente transmissíveis, enquanto diminui consideravelmente a população do país e controla-se o que ela deve pensar, porque estarão tão cheios de atividade sexual que não terão tempo para pensar…
Vivemos num retorno à Sodoma, e temo que talvez fiquemos até mesmo pior do que esta…
Henrique Santos Filho.
Fundador da Comunidade Anuncia-Me.

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