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1 – Jesus e os Carismas.

 

A proclamação da Boa Nova de Jesus é acompanhada de numerosos milagres, prodígios e sinais, manifestando que o Reino de Deus está próximo e que Jesus é o Messias anunciado ( Lc. 7, 18-23), testemunhando que Ele é o enviado do Pai ( Jo. 5, 36) e o Filho de Deus ( Jo. 10, 31-38), ( CIC 547-548).

Enfermos curados, água transformada em vinho, pães multiplicados, mortos que tornam à vida e os pobres são evangelizados, ( sinal que entre os demais Ele reconhece de grande importância) ( EN 12), são alguns dos sinais inumeráveis que acompanham a proclamação da Boa Nova de Jesus.

Estes sinais são fatores determinantes para provocar ao mesmo tempo, a admiração e a contemplação das multidões como também, o fortalecimento da sua fé, a ponto de se sentirem profundamente atraídas para junto d’Ele. ( EN.19),

O fundamento de qualquer evangelização, então, não será teologia abstrata, e sim, a compreensão viva, íntima do amor de Deus, do amor de Cristo, por experiência pessoal interiormente vivida na fé e na caridade que leva a dizer aos irmãos: “O que vimos e ouvimos, anunciamos, para que também vós tenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão e com o Pai e com o filho Jesus Cristo” (Jo 1, 3).

A Igreja é depositária das promessas da nova aliança em Jesus Cristo, dos ensinamentos do Senhor e dos apóstolos, da palavra da vida, das fontes da graça e da benignidade de Deus, do caminho da salvação. ( EN 15)

Assim como ela foi enviada por Jesus Cristo a evangelizar, também ela própria envia evangelizadores: colocando em seus lábios a palavra que salva, explicando-lhes a mensagem cristã e conferindo-lhes o mandato de pregar, não as suas próprias pessoas ou as suas ideias pessoais, mas sim o Evangelho de Cristo com a máxima fidelidade.

Quem quer que seja, todos são chamados a empregar todas as forças recebidas por bondade do Criador e graça do Redentor como membros vivos, para o incremento e perene santificação da Igreja “(LG 33).

Na comunhão da Igreja, o Espírito Santo “reparte graças especiais entre os fiéis” para edificação da Igreja. Pois bem, “a cada um é dado à manifestação do Espírito para proveito comum” (1 Cor. 12,7) e ajudar o povo de Deus a alcançar a santidade.

Os carismas, portanto, são dons e poder para o serviço da comunidade cristã.

Essa ação poderosa do Espírito Santo que operou nas ações redentoras de Jesus, necessita e continua agindo em todos aqueles que creem e são batizados. (Mc. 16,15).

A manifestação poderosa do Espírito Santo, através dos carismas, não acontece somente a pessoas muito “ungidas, especiais, santas, sublimadas e místicas”. Isto não é verdadeiro.     Se fosse assim, cairíamos no absurdo de dizer que o Espírito Santo só é dado a estas pessoas.

Todo batizado é chamado à santidade e ao serviço aos irmãos.

Para cumprirmos este chamado de Deus, precisamos dos dons infusos e dos carismas do Espírito que habita em nós, para nos fazer viver conforme a vontade de Deus.

Todos os carismas vêm do mesmo Espírito Santo de Deus, pois são todos uma manifestação de Sua ação em nós e através de nós.

Os carismas do Espírito santo são dons de serviço, desta forma são usados, não para promoção própria, mas para proveito da comunidade.

É importante nos conscientizarmos que todos os serviços que prestamos ao Reino de Deus, em nome de Jesus Cristo, são de origem divina, acontece pela ação do Espírito Santo, é Ele quem nos dará a força para testemunharmos Jesus Cristo “até os confins da terra”.

É Ele que nos cumula de carismas, sem ele nossa missão se torna com baixa eficiência, fraco desempenho, ausência de criatividade, de zelo e de perseverança.

Sejam extraordinários e, sejam simples e humildes, os carismas são graças do Espírito Santo que, direta ou indiretamente, têm uma utilidade eclesial, ordenados que são a edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo.

Os Carismas devem ser acolhidos com reconhecimento por aqueles que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja, pois são uma maravilhosa riqueza de graça para a vitalidade apostólica e para a santidade de todos o Corpo de Cristo, mas desde que se trate de dons que provenham verdadeiramente do Espírito Santo. e que sejam exercidos de maneira plenamente conforme aos impulsos autênticos deste mesmo Espírito, isto é, segundo a caridade, verdadeira medida dos carismas. ( CIC 797-801)

Esses carismas quer eminentes, quer mais simples e mais amplamente difundidos, devem ser recebidos com gratidão e consolação, pois que são perfeitamente acomodados e úteis às necessidades da Igreja.

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Comments
  • Luiza Corteze
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    Louvado seja Deus por nos permitir acompanhar essa postagem e também compartilhá-la com aqueles que se interessam em aprender mais.Obrigada Henrique pelo zelo em estudar sempre mais e por-se a serviço de Deus. Que Ele o abençoe e a sua família. Beijo na Eliane!

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