Estamos vivendo um tempo de cobrança, interesses próprios, visando recompensas, aplausos, glamour, reconhecimento. Infelizmente estes fatos são encontrados em todos os setores da sociedade seja no meio politico, empresarial e até mesmo no meio cristão. Isto parece algo muito negativo, mais a realidade tem comprovado os fatos. O tempo em que se vivia a partilha, a cooperação e preocupação com o próximo parece algo irrisório e muito distante da vivencia da humanidade. De repente o mandamento de Deus que se refere amar o próximo como a si mesmo, é mesmo impossível de se viver. Aquele a quem a Providência abençoou com fartura, mas que fecha com cadeado a porta do coração, para conter todos os impulsos generosos que desejam encontrar expressão em atos de caridade e bondade, ouvirá dos lábios do Senhor as solenes palavras: “ Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!” (Mateus 25,45). O amor de Cristo não pode existir no coração sem um correspondente amor aos nossos semelhantes. Porém quando exercitamos a caridade damos um novo sentido a nossa existência pois temos a capacidade de não vivermos para nós, pois comprovado é de que aquele que vive tão-somente para si, está sempre descontente consigo e com os outros; as sombras e a frieza do descontentamento espelham-se em seu semblante. São infelizes os que labutam arduamente para conseguir sua felicidade. Mas aquele que se deixa atrair para fora do próprio eu, e que, à semelhança de seu Senhor, se identifica com a humanidade sofredora, será abrandado e aperfeiçoado pela prática da simpatia para com os outros. A cortesia, a paciência e a amabilidade caracterizarão essa pessoa, e tornarão sua presença uma contínua alegria e bênção. Seu semblante resplandecerá com o brilho da verdadeira beneficência. Os que se esquecem de si mesmos em seu interesse por outros terão refletidas sobre seu coração a luz e as bênçãos que lhes dispensaram. Tudo que possuímos nos é dado em depósito. Entretanto, quando Ele nos recompensa com Sua aprovação, é como se o mérito fosse nosso: “ Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.” Mateus 25,23. Não é a grandeza do trabalho que fazemos, mas o amor e fidelidade com que o fazemos, que alcança a aprovação do Salvador. “ Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir” (Lc 14,13-14ª).

 

anice corte

Irmã Anice de Cassia Nogueira
Co-Fundadora Comunidade Anuncia-Me

 

Comunidade Anuncia-Me

Somos leigos consagrados, nossa missão é anunciar o evangelho a toda criatura, alem do nosso projeto social Espaço Vida, visando a recuperação do ser humano como um todo.

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