Em sua próxima viagem apostólica internacional, a realizar-se de 15 a 21 de janeiro ao Chile e ao Peru, o Papa Francisco almoçará em duas ocasiões, de forma privada, com um pequeno grupo de representantes das populações indígenas, historicamente perseguidas, discriminadas, empobrecidas e privadas de seus direitos.

O Papa pediu para reunir-se em Temuco, no Chile, “com pessoas comuns e representantes da comunidade de Araucania”, confirmou à agência missionária Fides o porta-voz da Comunidade local da visita apostólica, o professor leigo Arturo Hernández Sallés.

O Pontífice “quer conhecer a realidade local diretamente da fonte”, afirmou. A Araucania é a terra historicamente reivindicada pelos mapuches, povo originário que declarou guerra aos invasores espanhóis (colonizadores, do ponto de vista europeu) desde o Séc. XVI, e o conflito, hoje com o governo, permanece aberto.

“ A Igreja é vista por alguns deles como uma possível mediadora e, por outros, minoritários, como cúmplice do Estado que lhes é hostil. ”

Já no Peru a situação é bem diferente. Neste país andino, particularmente na região amazônica, os indígenas são em grande parte católicos, ou cristãos de outras Igrejas, e a existência deles é ameaçada pela exploração ilícita dos recursos naturais.

Em Puerto Maldonado nove representantes das comunidades autóctones amazônicas almoçarão de forma privada com o Papa – ressaltou, por sua vez, o secretário adjunto da Conferência Episcopal Peruana (CEP), Pe. Guillermo Inca.

Este encontro, junto ao que terá cerca de 3.500 indígenas no palácio do esporte Coliseu Madre de Dios, será fundamental também para a preparação do Sínodo especial para a região Pan-Amazônica convocado pelo Santo Padre para outubro de 2019.

(Agência Fides)

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